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Mococa,

SERVIÇOS

Para que as rodas dianteiras de um veículo se mantenham corretamente posicionadas durante o rodar e os pneus perfeitamente apoiados no solo, é necessário que os parâmetros de alinhamento estejam com seus valores dentro das especificações do fabricante do veículo. Só com aparelhagens especiais e bem  calibradas, estes valores podem ser corretamente controlados. A falta de alinhamento provoca desvios mecânicos que causam desgastes prematuros de pneus e desalinhamento de direção, deixando o veículo instável e inseguro. Para o correto alinhamento, deve-se observar a "cambagem", o "cáster" e a "convergência e divergência".

Para compensar a tendência de abertura ou de fechamento das rodas dianteiras na condição dinâmica, é recomendado para cada modelo de veículo um valor de convergência, ou, em alguns casos, de divergência, que deve ser mantido para se obter dos pneus o máximo aproveitamento.

O conjunto de rodas, após ser montado e instalado no veículo, está sujeito a desequilíbrios que se traduzem em vibrações, afetando o desgaste do pneu e o conforto, além de reduzir a vida útil dos demais componentes do automóvel, como amortecedores e outros elementos da suspensão.
O balanceamento tem por finalidade compensar estes desbalanceamentos de massa nos pneus e aros (e outras peças giratórias), de maneira a impedir o surgimento de vibrações.
Há dois tipos de desbalanceamentos: o dinâmico e o estático.

Desbalanceamento estático.
Esse tipo de desbalanceamento resulta em um comportamento análogo ao de uma roda excêntrica, já que o setor mais pesado do conjunto roda/pneu/protetor/câmara dará golpes contra o solo a cada volta da roda.
As trepidações que este desbalanceamento causam são até certo ponto absorvidas pela suspensão, mas tendem a causar um desgaste mais acelerado dos rolamentos do cubo e amortecedores.
Para realizar o balanceamento estático, pode-se usar uma balanceadora local.

Desbalanceamento dinâmico.
O desbalanceamento dinâmico produz uma alternância do pneu no curso do sistema de direção, resultando em um esmerilhamento da rodagem contra o solo em dois pontos, a 90 graus do setor desbalanceado.
Este tipo de desequilíbrio causa um desgaste mais acelerado dos terminais de direção e rolamentos do cubo, além de gerar trepidações no volante, o que é conhecido como "shimmy".
Para realizar o balanceamento dinâmico, que é sempre o mais indicado, deve-se usar uma máquina de coluna.

O rodízio serve para compensar a diferença de desgaste dos pneus, permitindo mais durabilidade e eficiência. Proporciona também melhor estabilidade, especialmente em curvas e freadas.

• Mudança para pneus radiais de passeio: a cada 8000 Km
• Mudança para pneus diagonais de passeio: a cada 5000 Km
• O primeiro rodízio é o mais importante. Ele é o ponto chave para uma vida longa e uniforme.

Veja abaixo as diferentes formas de rodízio:

Rodízios de 4 pneus

Pneu normal Pneu com desenho umidirecional
Veículos com tração traseira Veículos com tração dianteira Todos os veículos
 

Rodízios de 5 pneus

Pneu normal Pneu com desenho umidirecional
Veículos com tração traseira Veículos com tração dianteira Todos os veículos

Para pneus diagonais de passeio: Mudar os pneus a cada 5.000 Km aproximadamente.

O nível do óleo do câmbio deverá ser verificado a cada 25.000 km. Na maioria dos carros a troca é desnecessária. Para se ter certeza disso, consulte o Manual do Proprietário. Mas não custa nada, quando for trocar o óleo do motor, dar uma checada no nível.

Evite dar trancos durante as trocas de marchas. Fazendo isso, você poderá danificar os anéis sincronizados e quebrar alguma engrenagem. Não use o pedal da embreagem como apoio para o pé; a vida útil será comprometida.

Ao dar a partida no veículo, procure fazer sempre pisando no pedal da embreagem. Fazendo isso, alivia-se o esforço do motor de arranque. Outro motivo é que você não correrá o risco de colidir o carro na parede, simplesmente por ter se esquecido e deixado-o engatado.

Estando com o carro parado em uma subida, utilize o freio de mão. Muitas pessoas costumam "segurar" na embreagem e no acelerador, aumentando o consumo de combustível e gastando os componentes da embreagem.

Neste item, as manutenções necessárias serão feitas dependendo-se da forma como o carro é utilizado. Procure não frear bruscamente e os componentes (pastilhas, lonas etc.) irão durar muito tempo, principalmente se o veículo rodar frequentemente por estradas, exigindo-se pouco do equipamento. Portanto, não há um período indicado _tudo dependerá de você. Numa eventual troca de pastilhas, os discos deverão ser retificados ("dar um passe"). O mesmo vale para as lonas de freio, no qual os tambores também deverão passar pelo mesmo processo.

Faça uma revisão de rotina a cada 5.000 km e substitua o fluido do freio a cada 10.000 km (ou um ano). Com o tempo, o mesmo tende a perder suas propriedades. Outro detalhe: evite, ao máximo, ficar abrindo o reservatório do fluido para verificar o nível. O contato com o ar faz com que ele estrague mais rapidamente. Se houver necessidade de completar, só utilize o mesmo tipo/fabricante de fluído.

Nem sempre chiados indicam problemas mas, se o barulho persistir, é bom fazer um check-up. Na eventualidade das pastilhas estarem completamente gastas ("no ferro"), a segurança do veículo estará totalmente comprometida.

Outro problema comum é quando o pedal começa a abaixar. O mais provável será algum vazamento de fluído nos "burrinhos" ou, então, a presença de ar no sistema. Neste último caso, basta fazer uma sangria.

Nunca desça uma ladeira com o carro em ponto morto. Isso só irá forçar ainda mais o sistema; sem contar que o consumo de combustível será maior e você estará arriscando a segurança física dos passageiros. Outro ponto importante: ao parar o carro em subidas, utilize o freio de mão. Ficar "segurando" na embreagem (conforme dito anteriormente), poderá danificar seus componentes (platô, disco e rolamento).

Fazer um check-up completo (amortecedores, molas, buchas, pivôs, terminais, barra estabilizadora, coxins, rolamento das rodas etc.) sempre que for efetuar o alinhamento e o balanceamento. Caso o veículo venha a trafegar constantemente por estradas deficitárias, será um dos componentes mais exigidos do veículo. Evite usar peças recondicionadas. O barato, às vezes, sai caro!

Os amortecedores tem vida útil, em média, de 30.000 km segundo os fabricantes mas, é claro, esta quilometragem poderá ser estendida ou diminuída (tudo dependerá de como o veículo é utilizado). Eles podem ser testados da seguinte maneira: pressione para baixo as laterais do carro (dianteira e traseira; esquerda e direita). Caso o carro balance apenas uma vez, é sinal de que os amortecedores estejam funcionando corretamente. Agora, caso o veículo persista em balançar diversas vezes, é sinal de que os mesmos estejam necessitando serem substituídos. Muito importante: obrigatoriamente deve-se substituir os amortecedores aos pares (dianteiro ou traseiro) e, jamais, apenas uma peça. Mesmo que o mecânico insista, dizendo que o outro se encontra em perfeito estado, não autorize. Queira ou não, ao trocar apenas um amortecedor, o outro terá menos eficiência e a estabilidade do carro ficará comprometida.

As molas, normalmente, são substituídas a cada duas trocas de amortecedores. Uma maneira para saber o estado das mesmas é verificar se não existem elos se encostando ou mesmo algum indício de marcações de contato entre os elos. Caso haja, quer dizer que elas já estão "sem força" e necessitando serem trocadas. Vale o mesmo procedimento que os amortecedores: somente se substitui o par e, nunca, uma única mola.

Esta peça (ou conjunto) tende a se gastar facilmente, principalmente nos carros que costumam ficar muito tempo parado ou rodando pequenos trechos. A água existente no combustível não se evapora e acaba ficando acumulada, ocasionando os furos. Ao trocar algum componente do escapamento, dê preferência à peças galvanizadas. O custo será um pouco mais elevado mas, em compensação, a vida útil de determinado componente será bem maior. Peça para o mecânico que for executar o serviço não deixar de passar um selante (veda-escape) nas conexões das peças evitando-se, assim, vazamentos de ar.

Sempre que possível, verifique os fixadores e abraçadeiras.

Também fique atento ao passar por uma lombada. O escapamento, normalmente, será o mais atingido. Lembre-se: ao transpor algum obstáculo, evite passar com o carro "de lado". O correto será em linha reta, evitando-se torções no monobloco.

Não lave o carro estando o mesmo exposto ao sol. Utilize somente sabão (ou shampoo) neutro. Comece a limpeza pelas partes superiores (teto, capô e porta-malas) e depois passe às partes inferiores (laterais, pneus etc.).

Nos pneus, cuidado para não passar aqueles pretinhos baratos. Qualquer produto à base de petróleo acabará afetando a durabilidade do mesmo. Dê preferência a produtos conhecidos ou, então, utilize um gel de boa qualidade.

Polimento: depende muito de como e quanto o veículo é utilizado diariamente, mas a cada três meses (desde que o carro não fique exposto ao sol constantemente) será um bom intervalo. Evite utilizar materiais muito abrasivos e aqueles que prometem milagres. Estando a pintura em bom estado, uma cera comum (tipo Gran-Prix Acrilic) já será o suficiente.

Não lubrifique o chassi do carro com óleos do tipo "Mamona'', pois o mesmo resseca as borrachas, mangueiras e acumula poeira. Se achar necessário, uma dica será (após a lavagem) pulverizar com óleos do tipo W-40. Assim, o carro estará protegido contra a corrosão.

Ao ligar o carro, desligue todos os equipamentos elétricos (rádio, farol etc.). Assim evita-se uma sobrecarga da bateria, prolongando sua vida útil _e você não terá imprevistos indesejáveis. Procure não dar muitos "trancos" no veículo caso o mesmo não venha a entrar em funcionamento. Principalmente nos carros equipados com injeção eletrônica, o ideal é utilizar-se de um cabo conectado em outra bateria, fazendo-se uma "ponte".

Após o carro ficar parado por um longo período, não fique acelerando para que o mesmo aqueça mais rapidamente. Dependendo do óleo utilizado, o mesmo não terá lubrificado todo o motor, ocasionando desgastes prematuros nas peças não lubrificadas. Após ligá-lo, espere uns 30 segundos e saia normalmente.

Limpador do pára-brisa: verifique se o reservatório de água está cheio. Utilizando as palhetas no pára-brisa seco, o vidro irá riscar. Não deixe de reparar no estado das mesmas. Estando ressecadas, a visibilidade do veículo será comprometida. O prazo ideal para a troca será uma vez ao ano. Mesmo não utilizando o limpador frequentemente, ligue-o de vez em quando (afastando as palhetas do vidro é claro) para que o motor do mesmo não fique muito tempo sem funcionar.

Fusíveis: dificilmente um fusível irá se queimar, mas é bom estar prevenido neste sentido. Verifique na caixa de fusíveis quais são os mais utilizados. Assim você poderá comprar alguns (de diferentes amperagens) para utilizá-los numa emergência. Imagine-se viajando a noite em uma estrada completamente escura e, de repente, o farol se apaga em virtude de um simples fusível queimado. Ou você espera o dia clarear ou, persistindo em viajar em condições adversas, terá uma grande probabilidade de causar um acidente!

Equipamentos obrigatórios: o extintor de incêndio é um item que, aparentemente, não tem nenhuma utilidade; mas não é bom arriscar andar com o mesmo descarregado. Além do que você poderá ser multado por estar utilizando um equipamento obrigatório defeituoso. Não se esqueça: a carga do extintor é válida por 1 ano. Caso venha a recarregar o seu próprio extintor, o casco do mesmo tem que passar por um teste a cada 5 anos.

Outro item que só é lembrado numa emergência é o macaco. Mesmo nunca tendo precisado dele, não custa nada verificar se o equipamento está funcionando perfeitamente. Aproveite, também, para checar as condições em que o triângulo se encontra.

Crianças: muitos pais gostam de levar seus filhos para passear no banco dianteiro. O maior perigo nesta situação é em relação ao cinto de segurança: o mesmo tende a prender no pescoço da criança e, numa eventual freada mais brusca, a criança poderá se enforcar. Além do que, a legislação só permite o transporte, no banco dianteiro, de maiores de 10 anos, sendo considerada uma infração gravíssima e, com isso, acarretando 7 pontos no prontuário do condutor do veículo.

 


CAMELO PNEUS
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